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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006

A Perfeição

Uma história diferente...
Em Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem durante toda a vida escolar, enquanto que outras podem ser encaminhadas para escolas comuns.

Num jantar de beneficiência de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes. Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:
- ”Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? O meu filho não entende as coisas como outras crianças entendem. O meu filho não se pode lembrar de factos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?"
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
- "Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele procura está no modo como as pessoas reagem diante desta criança."
Então ele contou a história seguinte sobre o seu filho Pedro: "Uma tarde, eu e o Pedro caminhávamos pelo parque onde alguns miúdos que o conheciam estavam a jogar basebol.
O Pedro perguntou-me: - Pai, achas que eles me deixam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos miúdos não o quereria na equipa. Mas entendi que se o Pedro pudesse jogar com eles, isso dar-lhe-ia uma confortável sensação de participação.
Aproximei-me de um dos miúdos no campo e perguntei-lhe se o Pedro poderia jogar. O miúdo deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação dos companheiros da sua equipa e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
- Nós estamos a perder por seis pontos e o jogo está na oitava rodada.

- Acho que ele pode entrar na nossa equipa e tentaremos colocá-lo para bater até a nona  rodada. Fiquei admirado quando o Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do miúdo. Pediram então para que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar.
No final da oitava rodada, a equipa do Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava a perder pôr três. No final da nona rodada, a equipa do Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, o Pedro foi escalado para continuar.
Uma questão veio, porém, à minha mente: a equipa deixaria o Pedro, de facto, rebater nesta circunstância e deitar fora a possibilidade de ganhar o jogo?
Surpreendentemente, o bastão foi dado ao Pedro. Toda gente sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem sequer sabia segurar o devidamente o bastão.
Porém, quando o Pedro tomou posição, o lançador deu alguns passos para arremessar a bola de maneira que o Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e o Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipa do Pedro foi ter com ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para o Pedro. Quando veio o lance, o Pedro e o seu companheiro da equipa balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.
O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, e o Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base. Então toda a gente começou a gritar: Pedro, corre para a primeira base. Corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha corrido... Mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele podia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava a correr. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo a gente gritou: Corre para a segunda, corre para a segunda base. Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.
Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direcção de terceira base e todos gritaram: Corre para a terceira.

Ambas as equipas correram atrás dele a gritar: Pedro, corre para a base principal.

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 miúdos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipa dele.

 

- ”Naquele dia," disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 miúdos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!"

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publicado por Pipoca às 16:32
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1 comentário:
De Ana a 17 de Agosto de 2006 às 15:30
bem, tenho de admitir que me dei ao trabalho de ler isto tudo!
excelente historia ! tocou me! eu sei bem o que é ter de conviver com meninos especiais, sempre tive uma na minha turma, e nem sempre é facil fazer com que eles se integrem num ambiente em que a diferença deles é notória! =)

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